Crítica | Anônimo 2: ação explosiva, humor inesperado e ecos de John Wick

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A Oficial Geek esteve presente na cabine de imprensa de Anônimo 2 e conferiu de perto a continuação da história que conquistou os fãs de ação em 2021.

Quatro anos depois, Hutch Mansell (Bob Odenkirk) retorna tentando equilibrar sua vida de família com as consequências do passado. Depois de queimar a fortuna da máfia russa no primeiro filme, agora ele precisa trabalhar compulsivamente para quitar uma dívida milionária. Exausto, decide levar a família para férias em Plummerville, uma cidade turística decadente, mas a tranquilidade não dura: uma briga no parque local coloca Hutch de novo no radar de criminosos, transformando as férias em um campo de batalha.

Anônimo 2 (2025)
Bob Odenkirk in Anônimo 2 (2025)

Enquanto o primeiro Anônimo tinha um tom mais sombrio e intenso, esta sequência surpreende ao trazer doses generosas de comédia e um clima mais leve em alguns momentos. Essa mudança pode dividir opiniões: quem preferiu o peso dramático do original talvez ache a sequência menos impactante, mas quem busca entretenimento direto vai embarcar sem dificuldades. Sob a direção de Timo Tjahjanto (A Noite Nos Persegue), o filme aposta em uma ação acrobática, marcada por coreografias criativas e um ritmo mais cartunesco. Se no original a surpresa estava em ver Odenkirk como um “John Wick suburbano”, aqui o impacto é substituído por um espetáculo de pancadaria exagerada, com humor negro e sequências longas de luta.

O ponto alto continua sendo a ação. As lutas são bem coreografadas, intensas e carregadas de energia. Hutch não é invencível: ele sangra, se machuca, perde o fôlego — mas sempre levanta. Isso dá um ar mais realista em meio ao exagero. Bob Odenkirk continua sendo o coração da franquia. Seu Hutch mistura vulnerabilidade com brutalidade, equilibrando humor irônico e fisicalidade. O elenco de apoio também se destaca: Sharon Stone surge como uma vilã exagerada e divertida, Colin Hanks aparece como capanga desprezível, e Christopher Lloyd e RZA retornam em participações breves, mas marcantes.

Se você gosta de filmes de ação cheios de tiros, pancadaria e adrenalina, vai se divertir bastante. Se curte o estilo John Wick, mas gostaria de ver algo um pouco mais realista e cafona de propósito, Anônimo 2 entrega exatamente isso.

Anônimo 2 não supera seu antecessor, mas também não precisa. É uma sequência que sabe que não tem nada de novo a oferecer — e justamente por isso se assume como diversão pura, sem culpas. Mais leve, mais engraçado e, em alguns momentos, ainda mais sangrento que o primeiro, o longa entrega pancadaria estilizada e humor na medida certa. Quem busca impacto emocional ou inovação narrativa pode se frustrar; quem procura uma sessão pipoca explosiva vai sair satisfeito.

Nota Oficial Geek: 7,5/10

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