“O Último Rodeio” emociona, mas carece de profundidade dramática

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© 2020 ASHTON RODGERS

O drama O Último Rodeio, que estreia nos cinemas brasileiros em 16 de outubro de 2025, chega com a promessa de emocionar o público ao retratar a jornada de um ex-campeão de rodeio que arrisca tudo para salvar o neto. Com 1h58 de duração, o longa apresenta uma premissa sensível e humana, mas peca pela falta de intensidade e profundidade emocional.

A trama acompanha Joe Wainwright, uma antiga lenda do rodeio que, após um grave acidente, abandonou as competições e passou a viver uma rotina marcada pelo luto e pelo alcoolismo. Já mais velho, ele descobre que o neto foi diagnosticado com um tumor cerebral e precisa de uma cirurgia urgente. Sem recursos financeiros e movido pelo desespero, Joe decide voltar às arenas, determinado a conquistar o prêmio de um milhão de dólares que poderia custear o tratamento da criança.

Neal McDonough and Sarah Jones in O Último Rodeio (2025)

Falta emoção?

Apesar da força do enredo, o filme não consegue atingir o impacto esperado. Falta emoção nos momentos em que o roteiro pede densidade, e a dor do protagonista – um homem que perdeu a esposa e teme perder o neto – raramente é transmitida com o peso necessário. A atuação principal é correta, mas contida demais para o tamanho do drama que carrega. A relação entre pai e filha, que poderia ser um dos eixos centrais da narrativa, também é pouco explorada e não desperta empatia suficiente.

Há cenas em que o filme se perde em subtramas desnecessárias, como o episódio em que o protagonista volta a beber em meio à crise familiar. O momento, que deveria revelar vulnerabilidade, acaba soando fora de tom e enfraquece a construção do personagem.

O neto, interpretado por um ator mirim, cumpre seu papel com naturalidade e emoção, ainda que dentro dos limites de uma atuação infantil. Sua presença traz um respiro de inocência e sinceridade à história, compensando, em parte, a falta de vigor dramático dos adultos.

O Último Rodeio (2025)
Neal McDonough and Mykelti Williamson in O Último Rodeio (2025)

Pontos positivos

Tecnicamente, O Último Rodeio apresenta uma boa fotografia, com belas sequências nas arenas e uma trilha sonora que mistura tons de melancolia e country tradicional. Ainda assim, o ritmo irregular e a previsibilidade do roteiro deixam o longa preso à superfície, sem alcançar o potencial de um grande drama sobre fé, perda e redenção.

Apesar das falhas, o filme tem um mérito importante fora das telas. Toda a arrecadação será revertida para instituições de apoio a pessoas com tumores cerebrais e outras doenças graves. É um gesto nobre, que reforça a mensagem de solidariedade e empatia que o longa busca transmitir.

Mesmo sem a força emocional que promete, O Último Rodeio é uma obra honesta, com boas intenções e um tema que merece ser visto. Para quem puder, vale conferir nos cinemas. E para quem não puder assistir, há sempre a opção de contribuir com doações que ajudem a ampliar o alcance da mensagem e apoiar quem mais precisa.

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