Crítica: Perrengue Fashion

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Imagem: Reprodução
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Perrengue Fashion começa de forma lenta, quase nos levando a acreditar que veremos apenas mais um clichê de veneração a Paris, à moda global e à visão cosmopolita do século XXI. Mas, aos poucos, o filme se distancia dessa expectativa.

Enredo e protagonistas

Ingrid Guimarães interpreta Paula Pratta, uma influencer fashion de mais de 40 anos. A escolha da personagem já é, por si só, uma provocação: em um meio onde beleza e juventude são atributos quase obrigatórios, a idade se torna um estigma. Ingrid, atriz renomada, traz consigo um público mais maduro e conservador, mas aqui se abre espaço para quebrar um pouco esse estereótipo — ainda que timidamente.

Ao lado de Paula, temos seu melhor amigo e agente, típico personagem responsável por dar o tom de leveza e humor. A trama se desenrola quando Paula é convidada para estrelar uma campanha de Dia das Mães de uma grande marca de grife. O requisito, porém, é estar acompanhada do filho — que ela acredita estar em Stanford, mas que, na realidade, vive na Amazônia, cultivando uma vida simples e sustentável.

Contrastes e tensões

A narrativa ganha força quando Paula vai atrás do filho, Cadu (Felipe Bragança, em uma atuação surpreendente), e se vê deslocada em um ambiente totalmente oposto ao seu mundo consumista. A vivência na Amazônia, marcada pelo cultivo, tingimento natural de tecidos e consciência ambiental, contrasta diretamente com a indústria da moda e seus impactos nocivos.

Essa oposição também desperta reflexões sobre colonização e exploração: ao levar um iate cheio de estrangeiros sem consciência ecológica para dentro da floresta, Paula acaba causando danos — simbolizados pela cena em que uma casa ribeirinha pega fogo. O filme, assim, não se furta de apontar o quão frágeis são as comunidades locais, mesmo diante de sua riqueza cultural.

Humor, relações e caminhos abertos

Além da pauta ambiental, o longa também explora relações familiares e afetivas. Há espaço para momentos de humor e até uma situação embaraçosa envolvendo Paula e um palestrante do instituto amazônico, que gera uma das melhores “gafes” da trama.

Ainda assim, o filme deixa questões em aberto, como os planos de Cadu para o futuro — algo que poderia render desdobramentos interessantes, sobretudo diante do crescente reconhecimento das marcas nacionais e da valorização da produção local.

Conclusão

Perrengue Fashion equilibra comédia, crítica e emoção. Ingrid Guimarães segura bem o protagonismo e Felipe Bragança surpreende na entrega de um personagem jovem, idealista e convincente. Apesar do início arrastado e de algumas reflexões que poderiam ter sido mais aprofundadas, o filme diverte e provoca.

O filme Perrengue Fashion estrelado por Ingrid Guimarães estreia nesta quinta-feira (09) nos cinemas nacionais.


Nota: 7/10.

Obrigada Espaço Z pelo convite.

8 COMMENTS

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